Dassler Marques - 10/01/2012
Este colunista não se esquivou, antes do início da Copa São Paulo, e apontou o Flamengo como destacado favorito para o título. Era algo bastante lógico, afinal pilares da equipe campeã em 2011 seguiam no grupo do mesmo treinador, Paulo Henrique. Casos de Lorran, Rafinha (voltava de lesão), Adryan e, principalmente, os já profissionalizados Thomás e Muralha. A eliminação em grupo com Aquidauanense, União São João e São Carlos não pode mudar o panorama.
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A queda prematura na Copinha não deve interferir muito na ascensão de mais nomes das gerações /93 e /94 até os profissionais. Gastos elevados com Thiago Neves e possivelmente Vagner Love devem limitar a formação de um elenco forte no Flamengo, e a tendência é que mais nomes se juntem a Thomás e Muralha. Lorran e Adryan precisam de oportunidades, a exemplo de Frauches, capitão esquecido do título de 2011, e do goleiro César, herói daquela conquista.
A eliminação inesperada do Fla, que empatou seus três jogos, é uma chance para o clube mostrar que os resultados ruins da base não significam incapacidade de revelar. A queda nos gramados paulistas certamente trará elementos importantes na formação desses jogadores, que em um ou outro momento da Copinha possam ter tirado o pé ou não se dedicado da forma adequada.
É certo também que os jogadores precisam evoluir ainda mais. Lorran não tem atuado como no segundo semestre de 2010 ou na própria Copa São Paulo. Adryan precisa ter mais paciência para definir as jogadas. Thomás pode ser mais incisivo e ousar mais lances individuais. Muralha tem qualidade para tocar mais na bola. Lapidar esses detalhes é uma missão de Vanderlei Luxemburgo daqui por diante.
Luxa, aliás, já não lança muitos jogadores jovens há bastante tempo. É certo que prefere contratar a revelar, e o porquê disso não se sabe, ou não se pode falar. No Flamengo-2012, é difícil imaginar sucesso sem que os pratas da casa assumam um novo papel, inclusive os desprestigiados Negueba e Diego Maurício.
A eliminação na Copinha deve servir como elemento formador, e não queimar uma geração de talento. Patrícia Amorim, a grande incentivadora do lema “craque se faz em casa”, precisa assumir a frente dessa discussão.
Créditos das fotos: Célio Messias - Vipcomm
Firulas da Copinha
#1
Filho de Bebeto, Matheus não teve lá tanto espaço, mas mostrou qualidade quando jogou. Ainda terá toda a temporada e mais uma Copa São Paulo para justificar a alcunha de grande promessa. A primeira impressão foi positiva.
#2
O Palmeiras de Márcio Vicente parece disposto a tudo e pode se questionar o quanto está formando seus jogadores. O time que fez boa primeira fase é capaz de jogar com três zagueiros, não tem laterais que marquem e joga em função de um centroavante trombador e fazedor de gols: Hugo Ragelli.
#3
Corinthians e São Paulo deixaram boas impressões, por mais que tenham decepcionado no segundo jogo. Há jogadores de talento na equipe corintiana, em que já se identifica o trabalho de Narciso. Denner tem sido o principal expoente. Entre os são-paulinos, João Felipe e Ademílson encantam.
#4
Eduardo, no Fluminense, é outra pérola. Seu toque na bola é refinado e ele tem se mostrado uma grande aposta tricolor, já que até outro dia estava no Fortaleza. Eduardo é outra contratação com o olhar de Marcelo Teixeira, gerente de futebol que não pode ficar à parte no clube com a chegada de Rodrigo Caetano.
#5
Parece ter incrível qualidade o meia Valdivia, do Rondonópolis, destaque entre os pequenos. Merece chance em time grande.
#6
Curiosidade: Lucão, do São Paulo e da seleção brasileira sub-15, é um jogador nascido em /96 inscrito para a Copinha. É fato raro.
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