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A estratégia da decisão

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Leandro Stein - 26/01/2012

Corinthians e Fluminense fizeram da decisão da Copa São Paulo um confronto bastante equilibrado. Já antes de a bola rolar era esperada uma partida parelha entre os times, responsáveis pelo melhor futebol da competição. Ao fim, prevaleceu a eficiência corintiana, que mesmo anulados pelos tricolores ao longo do primeiro tempo, souberam aproveitar as oportunidades e alcançaram a virada.

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Ambas as equipes prezaram pela manutenção de seus esquemas táticos para a decisão. O Corinthians com seu 4-2-3-1, destacado pelo forte apoio dos laterais e pelo avanço esporádico dos volantes. Já o Fluminense vinha com um 4-2-2-2, que dava bastante mobilidade ao seu quarteto ofensivo.



A principal mudança de postura dos tricolores foi na marcação. A pressão em busca da bola começava já na linha que divide o campo, onde ao menos três jogadores dificultavam a saída alvinegra. Conforme os corintianos avançavam, Eduardo e Higor ainda recompunham o meio-campo, auxiliando os combativos William e Rafinha. E, quando tomava a posse, o Flu abusava da velocidade e dos chutes de longa distância.

Diante do comportamento dos cariocas, o Corinthians criou poucas oportunidades na primeira etapa. Com Giovanni auxiliando em sua cobertura, Cristiano era o lateral que mais subia, mas não era efetivo. Pela esquerda, Denner chegava a menos à linha de fundo, se concentrando em desafogar a meia-cancha. Com Matheuzinho sufocado pelos volantes e Douglas sem receber a bola, cabia a Leonardo o papel de homem mais perigoso do Corinthians. Fixo na ponta esquerda, o atacante criava problemas principalmente quando partia em direção à área.

Já o Fluminense contava com a organização de jogo de Eduardo e, sobretudo, com a velocidade de Marcos Júnio para agredir os adversários. O camisa 11 foi, na maior parte da primeira etapa, o jogador mais avançado dos cariocas e, com menores obrigações na marcação, podia flutuar pelos dois lados do campo. Não à toa, finalizou nada menos que cinco vezes a gol, mas acabou barrado pelas boas defesas de Matheus. O camisa 9 Michael, por sua vez, saía da área e ajudava no bloqueio aos alvinegros. Já Higor tinha espaço suficiente para transitar pelos lados do campo, por vezes trocando de posição com Eduardo, um pouco mais centralizado.

No segundo tempo, o Flu mudou ligeiramente sua postura e colheu os frutos rapidamente. Higor e Marcos Júnio passaram a explorar o lado direito do ataque. Logo aos três minutos, o camisa 11 se livrou da marcação de Denner e cruzou para a área. Matheus atrasou sua saída e Michael se antecipou ao goleiro para abrir o placar.



Precisando do resultado, Narciso fez sua primeira alteração ao tirar Giovanni, dando espaço para Wesley. O ponta era mais incisivo pelo flanco direito, mas abusava dos erros. Para contrabalancear, Marcelo Veiga tirou Eduardo e reforçou o lado esquerdo da defesa com a entrada do meia Fernando, reduzindo também as transições de Higor.

A grande revolução corintiana em campo aconteceu aos 18 minutos, quando Narciso sacou Cristiano e colocou o atacante Leandro. Com a substituição, Gomes e Denner faziam as laterais, enquanto Anderson dava conta do recado na cabeça de área. Em uma jogada puxada por Gomes é que nasceu o gol de empate. Léo Lélis cedeu o escanteio e, depois da batida de Matheuzinho, Antônio Carlos se antecipou à defesa para mandar a bola para as redes.

Pouco depois de sofrerem o empate, os cariocas amplificaram a marcação na entrada da área. Michael saiu e Igor Julião passou a fazer o trabalho de proteção pela direita. A mudança visava conter os avanços de Leandro e Denner, que passaram a ameaçar mais. Leonardo, por sua vez, acabou mais centralizado, sumido no jogo desde então.

E foi exatamente após uma sensível mudança tática que o gol do título aconteceu. O goleiro Silézio já fazia cera, esperando a disputa por pênaltis, quando Leonardo voltou para a ponta e Leandro inverteu para a direita, com Wesley centralizado. Deu certo. Uma jogada de linha de fundo de Leandro acabou em novo escanteio. Ninguém acompanhou Antônio Carlos, que mais uma vez subiu sozinho para marcar.



Nos minutos finais, Marcelo Veiga arriscou a entrada do meia-atacante Rafael Assis no lugar de William. Diante do desespero do Flu, a mudança surtiu pouco efeito e, nas poucas vezes que teve a bola nos pés, o time a perdeu tentando jogadas individuais. Partida consumada, a taça acabou nas mãos de quem não desperdiçou seus melhores momentos: do Corinthians e do capitão Antônio Carlos.



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